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China proíbe exportações de 59 frigoríficos avícolas do Brasil após surto de gripe aviária

A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC) suspendeu as exportações de 59 frigoríficos avícolas brasileiros após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no país. A medida tem impacto significativo sobre o setor, especialmente para os estados que lideram as exportações de carne de frango.

Frigoríficos afetados no Brasil
Entre os frigoríficos suspensos estão unidades em Mato Grosso do Sul, nos municípios de Dourados, Itaquiraí e Sidrolândia, além de estabelecimentos no Rio Grande do Sul, que é o epicentro do problema sanitário, e também em Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

No Rio Grande do Sul, onde foi registrado o foco do surto, estão unidades importantes de grupos como JBS, BRF e Vibra Agroindustrial, localizadas nas cidades de Montenegro, Passo Fundo, Marau e Garibaldi, que estão entre as principais exportadoras para o mercado chinês.

O Paraná, maior produtor de carne de frango do Brasil, também teve diversas plantas afetadas, incluindo unidades de grandes empresas em Cascavel, Toledo e Francisco Beltrão. Santa Catarina, outro estado forte na avicultura, também teve frigoríficos suspensos em cidades como Concórdia e Chapecó.

Detalhes sobre a gripe aviária no Brasil
O caso que motivou o bloqueio ocorreu em uma granja comercial de Montenegro (RS). É o primeiro foco da doença em aves de produção comercial no Brasil. Além disso, há oito casos suspeitos em análise, sendo três no próprio Rio Grande do Sul, incluindo um recente em Gaurama, que envolve aves de subsistência.

Medidas sanitárias adotadas
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) intensificou a vigilância e aplicou o Plano de Contingência Nacional para Influenza Aviária, que inclui:

Vistorias em propriedades em um raio de até 10 km do foco confirmado.

Desinfecção das granjas e controle de movimentação de aves e produtos avícolas nas áreas de risco.

Monitoramento contínuo de todas as granjas do entorno — até agora, mais de 238 propriedades foram inspecionadas na zona de vigilância.

Impacto econômico
A China é o principal comprador de carne de frango brasileira, representando cerca de 14% das exportações do setor. Com a suspensão, estima-se que o Brasil possa perder mais de US$ 100 milhões por mês, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Consequências e previsão de normalização
O governo brasileiro negocia para tentar limitar o embargo e reverter a decisão rapidamente. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que, se não surgirem novos casos, a expectativa é que a suspensão possa ser encerrada em até 60 dias, antes do prazo inicialmente esperado.

As consequências, no entanto, vão além do impacto econômico. A suspensão levanta preocupações sobre a imagem sanitária do Brasil no mercado internacional, podendo abrir espaço para concorrentes em mercados-chave, como Tailândia e Estados Unidos, além de provocar redução temporária na produção interna.

Situação em Mato Grosso do Sul
Em MS, três unidades estão diretamente afetadas, e o setor acompanha com atenção o avanço das medidas sanitárias, embora não haja registro de casos de gripe aviária no estado até o momento. As empresas estão reforçando os protocolos de biosseguridade enquanto aguardam uma solução diplomática e sanitária.

O que diz o MAPA
Em nota oficial, o MAPA reforçou que o Brasil permanece com o status de “livre de influenza aviária em aves comerciais”, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), e que os casos registrados não justificariam tecnicamente as suspensões, pois envolvem aves silvestres e, agora, um caso isolado em granja comercial, mas com controle imediato.

fonte: folhadecg

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