Um reconhecimento científico internacional de tamanha magnitude não deixa dúvidas sobre a qualidade e o potencial do sistema produtivo de uma região e seu povo: Mato Grosso do Sul é, oficialmente, uma área livre de febre aftosa. O veredito foi anunciado nesta quinta-feira (29), na 92ª Sessão Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa), que transcorreu em Paris. “Governo, produtores e técnicos, juntos estamos fazendo as coisas acontecerem”, comemorou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Ele foi à capital francesa liderando uma delegação do governo estadual, na qual estavam o secretário-executivo de Desenvolvimento Sustentável, Rogério Beretta; o diretor-presidente da Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Daniel Ingold, e equipe técnica. Também participaram do evento a senadora Tereza Cristina (PP-MS); o presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária), Marcelo Bertoni; e o deputado estadual Paulo Corrêa, representando a Assembleia Legislativa (Alems).
Verruck destacou os anos de trabalho contínuo, desde a restituição do status sanitário – com o fortalecimento do sistema de vigilância e um programa de fiscalização de divisas e fronteiras -, até à implementação do plano de comunicação e investimentos em estrutura e contratação de pessoal. A Iagro desembolsou R$ 243 milhões em ações estratégicas para garantir a sanidade animal.
RESULTADOS
Os investimentos trouxeram resultados. A frota foi renovada com R$ 24 milhões aplicados na compra de 107 camionetes. Mais R$ 65 milhões foram destinados ao aprimoramento do sistema eSaniagro, com avanços na digitalização, conectividade, rastreabilidade e integração de dados. No âmbito da valorização de servidores, de 2018 a 2024, foram investidos mais de R$ 543 milhões em salários e encargos e contratados 52 novos fiscais agropecuários (médicos veterinários) entre 2015 e 2025.
O titular da Semadesc pontua também outras providências, como a criação da Sala de Controle e Operações, um investimento de R$ 736 mil que fortaleceu a inteligência operacional, permitindo o monitoramento em tempo real e respostas ágeis, com infraestrutura integrada ao sistema eSaniagro e outras plataformas de vigilância. “É um passo histórico para o Estado. São mais de R$ 250 milhões investidos na Iagro, hoje uma das agências mais modernas do Brasil”, afirmou Verruck.
BUSCAR MERCADOS
O governador Eduardo Riedel (PSDB) celebrou a nova conquista de sua gestão: “A partir de agora os produtores de Mato Grosso do Sul têm mercados abertos, mercados nobres. Vamos buscá-los para ampliar nossa exportação. Isso gera mais empregos, agrega valor para nossos produtos, atrai novos investimentos. É um dia feliz hoje, histórico. Foram 20 anos para chegar nele”, vibrou Riedel.
Além de Mato Grosso do Sul, outros 20 estados brasileiros e o Distrito Federal também receberam o status sanitário. Até então, apenas Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso detinham esse reconhecimento. Para Ingold, a conquista reflete o esforço conjunto com o Ministério da Agricultura e o alinhamento ao Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.
Em 2024, o Estado exportou cerca de US$ 1,278 bilhão em carne bovina, equivalente a 282,21 mil toneladas. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Chile, que concentraram 57,18% do valor exportado. Já no primeiro quadrimestre de 2025, as exportações somaram US$ 510 milhões, com destaque novamente para China (25,6%), EUA (22,76%) e Chile (13,52%). No contexto nacional, o Brasil exportou no ano passado US$ 12 bilhões, com 2,8 milhões de toneladas de carne bovina.


fonte: conectems
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