Há 105 anos, a rádio ganhou voz… e que voz! Foi nesta data em 1920, que aconteceu a primeira transmissão pública de rádio. E não foi qualquer voz. Foi a da soprano australiana Dame Nellie Melba, a lendária “Rouxinol Australiano“.
A emissão partiu da fábrica da Marconi, em Chelmsford, dois anos e meio antes da criação da BBC. Pela primeira vez, a rádio deixou de ser apenas uma curiosidade tecnológica e provou o seu poder como meio de entretenimento de massas.
Financiada pelo magnata da imprensa Lord Northcliffe, a emissão ofereceu mil libras a Melba para cantar ao vivo — com potência suficiente para ser ouvida em toda a Europa. À sua chegada, ao ver a antena de 137 metros, Melba terá dito:
“Se pensa que vou subir lá acima, está redondamente enganado!“
O mais surpreendente? Técnicos franceses da SFR gravaram a transmissão em discos de cera — tecnologia pioneira para a época. Embora esses registos estejam hoje provavelmente perdidos, são considerados o “Santo Graal” da história da rádio britânica.
Às 19h15, ecoou o primeiro tema: “Home, Sweet Home“. A rádio deixava de ser apenas código Morse. Passava a emocionar. A unir continentes com música. A antecipar o que viria a ser o século da comunicação.
Hoje celebramos 105 anos do momento que provou que a rádio tinha chegado para ficar.

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