Fraudes bancárias envolvendo falsas centrais telefônicas passaram a adotar uma nova tática no Brasil: a instalação de aplicativos legítimos de acesso remoto para obter o controle total dos celulares das vítimas. A prática, identificada por empresas de cibersegurança, como a Kaspersky, tem provocado prejuízos financeiros mesmo em aparelhos protegidos por antivírus ou com autenticação de aplicativos bancários.
O golpe começa com uma ligação em que o criminoso se apresenta como funcionário do banco e informa que há uma suposta ameaça ou irregularidade na conta. O estelionatário orienta a instalação de aplicativos como Anydesk ou TeamViewer, amplamente usados por técnicos de informática, que estão disponíveis nas lojas oficiais da Google e da Apple. Uma vez instalado, o criminoso solicita o código exibido na tela, que libera o acesso remoto ao aparelho.
Com o controle do smartphone, o golpista passa a executar transferências, empréstimos e movimentações por Pix, driblando as barreiras de segurança. Em muitos casos, solicita que a vítima posicione o dedo ou o rosto para validações biométricas, alegando se tratar de verificação de segurança. Quando necessário, encerra a chamada e segue o contato por mensagens para evitar restrições impostas por alguns aplicativos bancários que não operam durante ligações ativas.

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