A cantora e empresária Preta Maria Gadelha Gil Moreira, de 50 anos, faleceu na noite do último domingo (20/07) em Nova York, onde estava submetida a um tratamento experimental contra um câncer colorretal metastático. A artista, que vinha travando uma dura batalha contra a doença desde janeiro de 2023, faleceu em casa, cercada por familiares próximo ao término de uma nova sessão de quimioterapia.
Histórico da doença e avanços no tratamento
Preta foi diagnosticada com câncer de intestino no início de 2023. Após uma cirurgia de grande porte que durou mais de 20 horas e uma fase inicial de remissão, novos tumores foram detectados em agosto de 2024, com metástases em linfonodos, ureter e peritônio.
No mês de maio deste ano, ela se deslocou para os EUA para participar de um tratamento experimental, com medicamentos em fase final de testes e acompanhamento em centros renomados, como o Smithsonian e o Memorial Sloan Kettering, em Nova York.
Nas gravações mais recentes, Preta compartilhava momentos de otimismo nas redes sociais, inclusive utilizando uma bomba portátil para quimioterapia e recebendo visitas de amigas como Carolina Dieckmann, Regina Casé e sua família, incluindo o pai Gilberto Gil, a madrasta Flora Gil e as irmãs Bela e Maria Gil.
Segundo a equipe médica, o tratamento experimental teria duração prevista de mais dois meses, conforme informado em junho, mas a artista passou por complicações nos últimos dias. Na quarta‑feira anterior à morte, Preta realizou mais um ciclo de quimioterapia e apresentou sinais de agravamento do quadro, que indicavam progressão acelerada da doença.
A morte ocorreu em casa em Nova York, com familiares presentes, incluindo o filho Francisco Gil, e a atriz Carolina Dieckmann, que interrompeu compromissos para retornar aos EUA ao saber da piora.
Repercussão no Brasil
A notícia causou comoção nacional. Em destaque, diversos veículos celebraram a trajetória de Preta Gil como símbolo de luta contra o câncer, ativista pelos direitos LGBTQIA+ e defensora da diversidade. O portal UOL ressaltou sua trajetória “como voz ativa contra racismo, gordofobia e homofobia”.
Perfil e legado
Preta Gil nasceu em 8 de agosto de 1974, filha do cantor Gilberto Gil e de Sandra Gadelha. Ao longo dos anos, ela se consolidou como cantora, atriz, apresentadora e empresária – foi fundadora da agência Mynd – e foi responsável por popularizar o Bloco da Preta no Carnaval carioca. Sua obra musical incluía álbuns como Prêt-à-Porter (2003) e Todas as Cores (2017), com hits e parcerias de peso.

fonte: folhacg
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