Um dos grandes jogos do ano no país colocou o Corinthians na final da Copa do Brasil. A vitória de 2 a 1 do Cruzeiro em Itaquera, neste domingo, serviu como prefácio para a decisão por pênaltis e levou a um apoteótico duelo entre Cássio, maior goleiro da história do Timão, mas agora do lado adversário, e Hugo Souza, seu substituto em Itaquera. E deu o sucessor. Quando tudo parecia perdido para o Corinthians, ele defendeu duas cobranças: primeiro de Gabigol, depois de Walace.
A reviravolta nos pênaltis ecoou os vaivéns de um jogo inesquecível. No tempo normal, o Cruzeiro respondeu à desvantagem do duelo de ida, abriu 2 a 0 e deu sinais de que ficaria com a vaga. Mas o Corinthians reagiu e esteve em vias de garantir a classificação (mandou duas bolas na trave). Mais uma vez, a tendência não foi cumprida, como não seria nos pênaltis: bastava Gabigol fazer, mas ele bateu muito mal, e ali a vaga escapou.
A eliminação foi um golpe duro para o Cruzeiro, um time de futebol consistente, que merecia uma final – mas que acabou punido pelo desempenho muito ruim no jogo de ida. E consagrou o espírito competitivo do Corinthians, equipe que comprovou a vocação de crescer em jogos decisivos. Dorival Júnior tem méritos na classificação: melhorou o time com as mudanças feitas no intervalo.

fonte: ge.globo
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